sábado, 22 de janeiro de 2011

Mal aluno

Então aconteceu de novo.

Talvez esteja na hora de aprender de uma vez por todas para que isso não aconteça mais. Que mal aluno eu sou!


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Qual presente vou dar?

Alguns vizinhos fizeram uma bonita festa na sala de sua casa. No calor, deixei minhas janelas abertas e, com isso, a impressão de que a festa estava acontecendo aqui dentro era muito forte. Na verdade, era três andares acima e no bloco ao lado. Vozes de senhoras e de senhores, sinos, acordeon, violões: músicas de natal. Depois, os vi saindo em bando, chapeuzinho vermelho na cabeça, rua a fora. De certo, foram continuar a festa em outra casa.

Às vezes, eu me esqueço que há muitas coisas boas acontecendo comigo sem que eu as note. Coisas ruins acontecem meio sem explicação na minha vida. Algumas delas eu até conseguiria entender, outras não. O fato é que tudo tem dois lados e eu não deveria esquecer disso já tantas vezes me ensinado (e, vejo, não ainda aprendido). É preciso que eu faça um esforço para ver o lado bom de certas coisas e, mesmo quando eu não consigo, eu preciso estar certo de que esse lado está ali, em algum lugar que, no momento, eu não posso ver.

Há dois jeitos de viver a vida: sendo feliz ou sendo triste. E a escolha é minha.

Nesse natal, vou recuperar uma tradição que eu mantinha quando era adolescente: a manjedoura.

Ao nascer, Cristo, segundo a tradição, foi colocado numa manjedoura, pois sua família estava abrigada num estábulo em Belém por conta do recenseamento ao qual todos os homens nascidos na Judeia deveriam atender. José era um deles e, por isso, foi com sua esposa para essa cidade, nesse momento, atopetada de gente. A manjedoura é um cocho, um recipiente onde servem comida aos animais. Quando eu era adolescente e frequentava grupos de jovens, construíamos uma manjedoura, ou elegíamos algo como tal, e, assim como fizeram os reis magos (Gaspar, Melquior e Baltazar) depositávamos presentes ao recém nascido precioso.

A pergunta é: que presente você daria?

Ofertar, dar algo de si, é um gesto muito bonito. Nesse natal, considerando o ano que está terminando, eu acho que darei uma foto minha representando o quanto eu me conheci nesse período. Estive muito bempo comigo e isso foi tão bom! Já não me senti tão só como no ano anterior, mas fiquei aprendendo comigo mesmo algumas coisas bem importantes sobre mim que eu não sabia...

Talvez eu mude de presente, mas, hoje, agora, é isso que eu estou pensando em ofertar.

Quando eu estava jantando, agora há pouco, e ouvindo meus vizinhos cantarem, cheguei a cogitar a ideia de bater lá e pedir para participar daquele coro tão alegre. Acabei por participar mesmo, porque fiquei cantando as músicas com eles só que daqui. E sorri.

Natal sempre me faz bastante pensativo...

PS.: Só me neguei a cantar a música da Simone ("Então, é natal!"), porque meu espírito natalino tem bom gosto! =P